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24 outubro 2014

[Resenha] Proibido

Livro: Proibido 
Autores: Tabitha Suzama

Editora: Valentina       
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Sinopse:

"Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade."

Sem sombra de dúvidas essa é a resenha mais difícil que já escrevi nesses quatro anos que o blog está no ar, e isso se deve ao fato de Proibido ter sido também o livro mais complexo e intenso que já tive a oportunidade de ler.
Antes mesmo de ele ser lançado aqui no Brasil li vários comentários positivos a respeito dessa história, que fala de um tema tão forte e que muito raramente é abordado em livros do gênero, o incesto.
Lochan e Maya foram abandonados pelo pai quando ainda eram pequenos e como a mãe vive bêbada e passa a maior parte do tempo na rua, eles logo se tornaram os principais responsáveis por cuidar dos irmãos mais novos, Kit, Tiffin e Willa.
Ambos dividem o tempo entre a escola e as atividades domésticas, e o livro relata detalhadamente essa rotina, nos fazendo entrar completamente na vida dos personagens e compreender as dificuldades que eles enfrentam em seu dia a dia.

"- Seu sorriso aumenta. - E em breve vai finalmente fazer dezoito anos, e se tornar o homem da casa! Encosto a cabeça no batente da porta. O homem da casa. Ela me chama assim desde que eu tinha doze anos, quando meu pai foi embora."

Lochan, desde a infância tem sérios problemas de relacionamento, não consegue conversar com ninguém que não seja membro de sua família, sofre de ataques de pânico e sempre se recusa a fazer apresentações em sala de aula ou mesmo manter um simples e rápido dialogo com seus professores e colegas de escola.
Apesar de todos esses problemas, ele faz de tudo para proteger a sua família e sempre contou com o apoio e a ajuda de Maya.
Os dois sempre foram muito ligados e companheiros, porém chega um doloroso momento em que eles se dão conta que o amor que sentem um pelo amor vai muito além do amor fraterno. 

"Mas sei que é ridículo absurdo demais até pensar nisso. Nós não somos assim. Não somos doentios. Somos apenas um irmão e uma irmã que por acaso também são os melhores amigos um do outro. É assim que sempre foi entre nós dois. Não posso perder isso, ou não vou sobreviver."

Com uma narrativa bem introspectiva e psicológica, já nas primeiras páginas fiquei com um bolo na garganta e uma vontade imensa de chorar.
Durante a leitura é praticamente impossível não parar para refletir sobre tudo e perceber o quanto julgamos esses temas polêmicos, como o incesto, sem fazer a menor ideia do real sentimento existente entre as pessoas envolvidas. A história me deixou com sentimentos conflitantes, onde ao mesmo tempo em que sentia horror e até mesmo nojo só de pensar que eles eram irmãos, eu entendia a profundidade desse sentimento e torcia para que eles pudessem encontrar uma forma de ser feliz apesar de tudo.
Uma leitura capaz de abrir a mente do leitor e fazer com que você passe a enxergar as coisas com um novo olhar.

"Até mesmo relacionamentos emocionalmente violentos e adúlteros costumam ser tolerados, apesar do mal que causam aos outros. Na nossa sociedade progressiva e permissiva, todos esses tipos de amor daninhos e doentios são permitidos, mas não o nosso." 

O livro entrou para a lista de melhores leituras do ano, porém dificilmente terei coragem de fazer essa leitura novamente já que ela me trouxe uma grande e carga emocional.
Com uma narrativa forte e ao mesmo tempo delicada, Tabita Suzama me conquistou completamente e ganhou também a minha admiração, afinal é necessário ter muita coragem para falar de um tema tão polêmico. 
Aconselho a leitura para todos, independentemente do tipo de história que você goste de ler. 
Assim como a autora sempre aconselha, leia a história de amor de Maya e Lochan de mente aberta e entenda que a mensagem dessa história não é dizer o que é certo ou errado e sim te fazer refletir sobre o assunto. 

4 comentários:

  1. Comecei ontem no celular, ainda estou bem no inicinho, mas já peguei o espírito da leitura e imagino o quanto mexerá comigo também...

    Beijo, Van - Blog do Balaio
    balaiodelivros.blogspot.com.br

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  2. Esse é um livro que quero há muito tempo, mas não conseguiria ler imediatamente justamente pelo peso que seria obrigada a carregar. Mesmo com mente aberta, deve ser bem difícil para o leitor saber separar as coisas, ainda mais quando se comove com a história, torce por um final feliz e se pega desejando dois irmãos em um relacionamento. Acho que o jeito é nem pensar muito e se deixar envolver mesmo, se manter distraída hahaha.

    Beijos,
    Ceile.

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  3. Esse é um livro polêmico, pelo menos pelo que já ouvi nos vlogs gringos. Não sabia que havia sido lançado no brasil.
    Preciso ler logo, amo livros que mexem com as pessoas.
    Adorei a resenha

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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  4. Oi Tais, tudo bem?

    Te entendo completamente. Esse livro é intenso, angustiante e completamente arrebatador. Fiquei sem chão ao terminar de lê-lo.... Essa também foi uma das minhas melhores leituras do ano.

    Beijos,

    Pah - Livros & Fuxicos

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