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09 novembro 2013

[Resenha] Manuscritos do Mar Morto

Livro: Manuscritos do Mar Morto
Autora: Adam Blake
Editora: Novo Conceito

Sinopse:
"A ambiciosa policial Heather Kennedy está em seu trabalho mais difícil: seus métodos de investigação são criticados e ela está sendo assediada por colegas rancorosos porque não lhes dá atenção.
Até que lhe é atribuída o que parece ser uma investigação de rotina, sobre a morte acidental de um professor da Faculdade Prince Regent, mas a autópsia deste caso volta com algumas descobertas incomuns: o inquérito vincula a morte deste professor às de outros historiadores que trabalharam juntos em um obscuro projeto sobre um manuscrito do início da Era Cristã.
Em seu escritório, Kennedy segue com sua investigação e logo se preocupa com o rumo para onde está sendo levada. Mas ela não está sozinha em sua apreensão. O ex-mercenário Leo Tillman — seu futuro parceiro — também tem angustiantes informações sobre estes crimes. E sobre a misteriosa organização mundial a que os crimes se relacionam... Escondido entre os pergaminhos do Mar Morto, um códice mortal pretende desvendar os segredos que envolvem a morte de Jesus Cristo.
Entre um terrível acidente de avião no deserto americano, um brutal assassinato na Universidade de Londres e uma cidade-fantasma no México, Manuscritos do Mar Morto é o mais emocionante thriller desde O código Da Vinci."


"Um thriller de tirar o fôlego, que vai fazê-lo pensar: será possível?"

Nos deparamos com essa frase logo na capa de “Manuscritos do mar morto” do autor Adam Blake (pseudônimo de um aclamado autor inglês), e a frase se mostra totalmente verdadeira enquanto vamos avançando por essa leitura incrível e surpreendente.
O enredo se desenvolve principalmente a partir de dois pontos de vista, da Policial Detetive Heather Kennedy e do ex mercenário Leo Tillman.
A policial Heather Kennedy e um detetive novato, Harper são incumbidos de desvendar o mistério que cerca a morte de um professor de história, encontrado morto nos pés de uma escada no campus da universidade que trabalhava, o caso foi negligenciado pelos primeiros investigadores, e a autopsia revelou mais tarde que o laudo antes encerrado como ‘um acidente’ estava errado, alguém tinha matado o professor e forjado a cena do crime; e é a partir daí a policial e o investigador começam sua jornada a fim de conseguir provas que os levem aos reais motivos do assassinato.

“Então, Harper resumiu, temos um assassino que ataca saindo das sombras, quebra o pescoço de um cara com uma única torção, depois puxa até o alto de uma escadaria de uso público e fica aqui por tempo suficiente para dar uma enfeitada no cenário, tudo para poder simular um acidente e evitar uma investigação de assassinato? Precisa ter muito colhão pra isso. “

A outra visão que temos do enredo se da com a história de Tillman, que um dia volta do trabalho e encontra a casa vazia: sua esposa e 3 filhos desapareceram. A esposa deixou um bilhete dizendo pra ele não procurá-los, pois eles haviam partido por vontade própria; mas algo no bilhete e em algumas coisas deixadas pela mulher faz com que Tillman ache que ela foi obrigada a deixar o bilhete e esta correndo perigo com os filhos em algum lugar. Sendo assim, ele passa a dedicar sua vida a fazer vingança e encontrar quem raptou sua família. Essa trama se torna ainda mais interessante quando Tillman começa a ser perseguido por alguém que certamente não quer que suas investigações sobre o ocorrido avancem. Sozinho, e sem fazer ideia do porque ou de quem está fugindo, sua busca por respostas se torna obscura, intrigante e com muita ação a cada página.

“Estou indo, ele disse a ela mentalmente, a mão fechando-se num punho. Não vai ser já, mas estou indo. E as pessoas que tomaram vocês de mim vão sangrar e queimar e morrer.” No dia seguinte ele se alistou no exército – e começou, metodicamente a se reconstruir."

Ambos os pontos de vista são abordados por diversos sub núcleos dentro da história, e em um  determinado momento a policial Heather Kennedy  e o ex-mercenário Tillman acabam se cruzando e no momento em que as pistas os fazem ver que estão em busca das mesmas pessoas, acabaram por unir forças a fim de desvendar todos os mistérios que cercam os acontecimentos que os dois estão envolvidos.
O que eles acabam descobrindo torna tudo mais intrigante e perigoso, eles podem estar lidando com um grupo de religiosos fanáticos que pretendem fazer de tudo para que seus segredos não sejam descobertos. 

“Três historiadores mortos na mesma conferência. Nas palavras de Oscar Wilde, isso parecia estar consideravelmente acima da média apropriada que as estatísticas estabeleceram para nos guiar. Ainda poderia não significar nada, provavelmente não era nada. Mesmo agora, uma coincidência ultrajante parecia ser mais possível do que um assassino implacavelmente eficiente, perseguindo e abatendo pessoas que tinham opiniões fortes sobre o tal Códice do Rum e seitas cristãs já extintas.”

Mas o que realmente aconteceu? Como o desaparecimento da família de Tillman e os assassinatos investigados pela detetive podem estar ligados?
O desenrolar da história nos deixa sem fôlego, o ritmo da narrativa é frenético e cheio de reviravoltas, fica impossível não se envolver. Cada fato, cada frase durante o enredo tem uma razão e nada ali está descrito por acaso, o autor soube trabalhar com vários pontos de vista da mesma história de modo que tudo fosse se encaixando na hora certa.
Se você gosta de uma leitura surpreendente, com muita ação e mistério, com certeza deve dar uma chance as 480 páginas de Manuscritos do Mar Morto.


**** Resenha escrita por nossa colaboradora especial de thrillers e policiais Vivi Belon ****

1 comentários:

  1. Eu adoro esse tipo de livro e fico bem feliz que você arrumou um espaço para esse gênero aqui no blog também.
    Gostei muito da resenha e adicionei o livro na minha lista de desejados.

    Beijos
    Joana

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