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12 março 2013

Resenha: Sangue Quente

Livro: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
Editora: Leya

Sinopse:
"R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. "

Confesso que quando li a sinopse desse livro ainda na época em que ele foi lançando não me interessei nenhum pouco por ele e imaginei que não fosse gostar nada da história. 
Meses depois resolvi aproveitar a sugestão da editora e solicitar ele para resenha, já que o filme iria estrear nos cinemas e o trailer havia me chamado bastante atenção. 
Afinal, o que esperar de uma história onde o personagem principal é um zumbi?

“Comer não é uma coisa prazerosa. Mordo e arranco fora o braço de um homem, e odeio isso. Odeio os gritos, porque não gosto da dor, não gosto de machucar as pessoas, mas agora o mundo é assim e é isso que temos que fazer.”


R é apenas um corpo morto em decomposição que vive em um aeroporto junto com outros zumbis, se alimenta de pessoas vivas e não se lembra de absolutamente nada da sua vida, nem mesmo do seu próprio nome.
Em uma das suas saídas para se alimentar ele acaba comendo Perry e conhecendo a sua namorada Julie.
Por conta das lembranças que ele adquire ao comer o cérebro de sua vítima, R acaba criando sentimentos por Julie, salvando sua vida e a partir dai se desenvolve toda a história.

“O que sobrou de nós? Resmungam os fantasmas, escorregando de volta para as sombras do meu subconsciente. Nenhum país, nenhuma cultura, nenhuma guerra, mas também não temos paz. O que sobrou de nós, então? O que continua se contorcendo em nossos ossos quando todo o resto foi arrancado?”

Ao contrário do filme, que aqui no Brasil ganhou o título de "Meu namorado é um zumbi" o livro não é focado no humor e vai muito além disso.
Mesmo com toda a aparência nojenta de um zumbi que é muito bem descrita no livro, conseguimos nos afeiçoar a R e o personagem nos faz refletir muito sobre a vida. 
O romance que existe no livro é apenas um plano de fundo para algo bem maior e profundo que só quem ler irá entender.
Tenho conciência que Sangue Quente não é o tipo de livro que irá agradar a todos, porém me agradou muito.
Uma história bem original e criativa que sem dúvidas nenhuma eu indico e recomendo.

 

2 comentários:

  1. Oi Thaís!
    Eu também não em senti muito empolgada pela leitura na primeira vez que vi, mas já vi tantas resenhas positivas falando que o livro tem uma profundidade maior do que o imaginado que fiquei curiosa pra ler.
    O trailer do filme, na verdade, foi o que despertou minha vontade pra leitura, apesar de já terem me falado que o humor do livro é mais leve mesmo do que o que aparece no filme.
    Beijão!

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  2. P.S: Escrevi seu nome errado, mil desculpas!!

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